São Paulo é uma cidade com mais de 41 milhões de habitantes e, só em 2011, recebeu sua primeira ciclofaixa permanente. A prefeitura da cidade inaugurou em novembro do ano passado uma rota destinada para as bicicletas – de 3,3 km – localizada em Moema, bairro da zona sul da cidade.
A rota, apesar de ter sido recebida sob protesto pela maioria dos comerciantes e alguns moradores, foi na prática a primeira via fixa destinada ao transporte alternativo que saiu do papel. Pioneira, a ciclofaixa de Moema, que passa pelas avenidas Rouxinol, Aratãs e Pavão e pela Rua Araguari, foi posicionada do lado esquerdo das vias e demarcada com pintura no asfalto e sonorizadores, além de algumas placas que atentam ao motorista para tomar cuidado ao abrir as portas do carro.
Foi exatamente por esse motivo que surgiram as revindicações dos comerciantes da região. Com a implantação das vias, 2,5 mil vagas de estacionamento foram retiradas do bairro. Além disso, muitos moradores alertam que precisam parar os carros na rua e agora faltam vagas. Uma comerciante chegou a questionar como suas “clientes milionárias” fariam para estacionar seus carros importados. A declaração gerou até mesmo um protesto, por parte de usuárias da ciclofaixa, que percorreram o trecho usando suas bicicletas e vestindo sapatos de salto alto.
Ciclofaixas de lazer
O circuito de 45 km criado para ligar os parques das zonas Sul e Oeste de São Paulo, funciona apenas aos domingos. Suas marcações, na cor vermelha, atrapalham quem não está acostumado com o trânsito da capital, e acaba achando que ali fica um corredor de ônibus ou até mesmo uma via fixa para bicicletas. Uma vez por semana, os agentes da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) ficam apostos nos pontos críticos das ciclofaixas de lazer, orientando os motoristas sobre os trechos. O esquema também conta com placas e cones de sinalização.
Fonte: Icarros